
Numa de minhas viagens à India peguei um ônibus, um tanto lotado para ir desde Bombaim até Maufim. Se vocês tiverem um pouco de paciência poderão me ver na terceira camada de cima pra baixo; eu sou o cara de camisa verde que aparece com a mão pra fora da massa humana em cima do ônibus. Foi minha sorte estar naquela camada, pois da camada de cima uns três ou quatro cairam do ônibus em algumas das curvas fechadas da estrada em que o motorista não reduzia a velocidade. Quando convidei meu guru indiano Es Gana Ela para escrever o Prefácio do livro que pretendo editar sobre minhas viagens à Índia ele aceitou e também se prontificou a escrever o Posfácio mas me avisou que se eu não tomo cuidado de viajar em veículos um tanto lotados - muito comuns na Índia - ele ainda vai escrever o meu Epitáfio. Pois bem, voltando ao assunto da viagem, nem bem o ônibus rodou 20 km, já fiquei cansado, desisti da viagem e desembarquei em Kelu Gares Kisito. Voltei de taxilambreta, só o motorista e eu, preocupado com a recomendação do meu Guru. Cheguei a Bombaim ao cair da tarde, louco de cansado. Cheguei no Hotel não havia luz e estava faltando água. Me atirei na cama e morri. Só acordei ás seis da manhã do outro dia.
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